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Em 4 meses, 19 pessoas morreram na BR-316

10/05/2016, 12:23

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Mixto-MT afirma que Remo ofereceu R$ 600 mil (Foto: Reprodução/Mixtonet.com)

Entre os quilômetros zero e 1 da rodovia BR-316, na Grande Belém, é possível se deparar com o caos. Sem ciclofaixa e fiscalização efetiva, motoristas de ônibus, vans e táxis disputam espaço com pedestres, ambulantes e ciclistas, encontro que na maioria das vezes gera conflitos e acidentes. Não é à toa que a via tem vários números negativos, de acordo com a Policia Rodoviária Federal (PRF). 

De janeiro a abril deste ano, 19 pessoas morreram na BR-316. Nesse período, também foram registrados 230 feridos, vítimas dos 329 acidentes registrados. Na manhã de ontem, a reportagem do DIÁRIO flagrou várias imprudências de condutores, pedestres e ciclistas que desconsideram as leis de trânsito. Já aposentado, seu Manuel Valois ignora os seus 76 anos e vai de bicicleta de sua casa, no Conjunto Canindé, às margens da BR-316, até a Marambaia, todos os dias, para visitar sua filha. Sobre as duas rodas, ele faz o percurso na rodovia, se arriscando entre os carros, ônibus e pedestres, alegando que falta uma ciclofaixa. “Graças a Deus, nunca sofri um acidente. Mas é um perigo”, diz. 

Na altura do Pórtico Metrópole, vários problemas se arrastam há anos. Um deles é a parada de ônibus, que, mesmo sendo sinalizada, não tem começo e fim. Os motoristas param em fila dupla ou tripla. “Temos de sair correndo para alcançar o ônibus. Às vezes, nos deixam passando o posto de combustíveis ou bem antes da parada”, reclama a funcionária pública Renata Matias, 36, que há 8 anos pega os coletivos no local. 

PARADOS

Nesse perímetro, também é possível ver as vans com destino ao interior do Estado paradas no acostamento, esperando a lotação ficar completa. Marcos Vinícius, de 26 anos, faz a condução Belém-Bragança. Ele diz que por não ter espaço para estacionar, o veículo, fica, em média, 20 minutos parado próximo ao Pórtico, sentido Ananindeua. Enquanto a reportagem estava no local, uma viatura da PRF parou e multou os condutores. “Não tem jeito. Não temos onde ficar”, defendeu-se Marcos. 

Taxista há 15 anos, em um ponto localizado ao lado de um posto de combustível, em frente ao shopping na BR-316, Wagner Souza, de 39, diz que teve uma pequena batida no seu carro. Ele culpa o caos no trânsito. “Na BR não tem ordem, por isso os acidentes”, relatou. Prova do que Wagner diz é que as grades de proteção do canteiro central da pista estão constantemente amassadas por 
causa de colisões.

Bagunça toma conta dos dois sentidos da via

Outro ponto crítico é em frente a uma universidade particular, quase chegando ao viaduto do Coqueiro. A parada de ônibus do lado de saída da cidade 
não tem início nem fim.  No acostamento, é comum encontrar transportes clandestinos, mototáxis, ciclistas, pedestres, ambulantes, além dos ônibus, todos disputando um espaço. “Hoje, a BR-316 parece a Índia”, comparou o motociclista Edivaldo Mota. Ao longo do acostamento, a via é tomada por desnível e buracos. 
“A gente tropeça em pedras e, quando chove, ficam poças de lama”, lembrou Edivaldo. 

Já próximo à Prefeitura de Ananindeua, a cena se repete. Todos disputam  um pedaço da pista, tanto na parada no sentido da capital como do lado oposto. Voltando a Belém, quem também precisa pegar ônibus em direção ao centro ou a Icoaraci precisa desbravar os mesmo obstáculos que nos outros perímetros. 

Em nota, a PRF diz que as principais causas de acidentes nessa rodovia são: a falta de atenção, não guardar distância de segurança, desobediência à sinalização, velocidade superior ao limite permitido e conduzir sob o efeito de bebida alcoólica. 

Tomando como referência o Artigo 28 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a PRF relembra aos condutores que é obrigação deles manter o domínio de seu veículo a todo o momento, dirigindo-o com atenção e respeitando as normas de segurança do trânsito.

O DIÁRIO entrou em contato com o Departamento Nacional de Infraestrutura  de Transportes (Dnit), responsável pela manutenção da rodovia, e com a Prefeitura de Ananindeua, mas até o fechamento desta edição nenhum dos órgãos se pronunciou.

(Roberta Paraense/Diário do Pará)

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