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PM gravado beijando homem em metrô sofre represália da corporação

Quarta-Feira, 11/07/2018, 21:06:26 - Atualizado em 11/07/2018, 21:06:26 ,

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Mixto-MT afirma que Remo ofereceu R$ 600 mil (Foto: Reprodução/Mixtonet.com)

Passava das 22h da noite quando o PM Leandro Prior resolveu se despedir de seu companheiro (que sempre o deixava na estação do metrô) com um selinho, como fazia todos os dias na estação de metrô de São Paulo. Mas desta vez o ato foi registrado por alguém que se horrorizou com a cena, e a vida do soldado mudou completamente.

O soldado foi gravado quando voltava do trabalho em um vagão do metrô. Fardado, ele conversava com um rapaz e, em determinado momento, os dois trocaram um selinho. Foi o suficiente para que começasse a receber ameaças de morte e represálias da corporação militar. A arma dele foi recolhida e alguns pedem que seja expulso da corporação. Para o agente, no entanto, a ação dele em nenhum momento foi desonrosa com a profissão.

Prior falou sobre a repercussão do vídeo, e as consequências dela, em uma entrevista para a Folha de S. Paulo. Ele disse que o pai parou de falar com ele e que agora toma remédios para controlar os ataques de pânico que sofre diariamente. “Alguém ficou enojado com nossa felicidade e, acho que por volta das 22h30, gravou um selinho de despedida, que sempre dou em amigos”, disse. “Se reconhecer essa pessoa eu vou processá-la, porque me prejudicou completamente. Minha estabilidade emocional e profissional”, explicou.

O PM contou ainda não ter visto que era filmado e disse que colegas da corporação sabiam da condição sexual dele. “O que aconteceu comigo foi preconceito. Nenhum link das 77 páginas que tenho de postagens denuncia a desatenção do soldado Prior, e sim o fato de ele beijar outro rapaz. É lamentável que um ato de carinho gere tanto ódio”, disse Prior.

“(…) Estão pedindo minha expulsão, mas, sinceramente, não sei o que fiz de errado. Não causei nada de desonroso. Desonroso é um policial que faz um juramento em defesa da vida, da integridade física e da dignidade humana, e desonra o juramento inteiro ameaçando um par. Como policial, para mim essa é a maior desonra”, finalizou.

(Fonte: Folha)