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Jovem grávida pode ter sido morta por patrões após recusar ritual satânico

Sexta-Feira, 14/09/2018, 15:20:04 - Atualizado em 14/09/2018, 15:26:16 ,

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Mixto-MT afirma que Remo ofereceu R$ 600 mil (Foto: Reprodução/Mixtonet.com)

Uma jovem grávida de 20 anos que foi morta durante um ritual satânico pode ter sido envenenada e jogada no mar, segundo investigação da Polícia Civil de São Paulo. O corpo dela foi achado em uma praia de Mongaguá, litoral paulista no final de julho. Um casal está preso, suspeito do crime.

A primeira hipótese para a morte da jovem Atyla Arruda Barbosa era afogamento acidental. No entanto, quando os patrões dela - Sergio Ricardo Re da Mota, 47 anos, e Simone Melo Koszegi, 41 anos - tentaram sacar um seguro de vida no valor de R$ 260 mil no nome de Atyla, a empresa acionou a polícia.

As investigações apontaram que Atyla estava grávida de três meses e foi morta de maneira proposital, depois que a carência do seguro passou, para que o casal ficasse com a indenização. Ela vivia na casa de Simone e Sergio, após uma promessa de um emprego na transportadora do casal.

De acordo com o delegado do caso, Ruy de Matos Pereira, havia ao menos seis apólices no nome da vítima. Até mesmo uma empresa foi aberta no nome dela.

Agora, a polícia espera mais laudos do Instituto Médico Legal (IML) serem divulgados, inclusive um que poderá confirmar se a vítima foi envenenada. Na época da morte, um laudo preliminar encontrou uma substância "rosada e de odor incomum" na boca e estômago de Atyla, o que indicia que ela pode ter sido envenenada antes de ser atirada na água.

RITUAL SATÂNICO

Simone e Sergio foram presos no último mês de agosto. Simone disse à polícia que Atyla havia sido abandonada pelos pais e por isso ela, que seria madrinha da vítima, ajudou na criação da jovem.

No entanto, a mãe de Atyla, Selmair Arruda de Moraes, 44 anos, procurou a polícia e desmentiu a versão. Afirmou que a filha saiu de casa pelo emprego, mas mantinha contato com ela constantemente, tanto que estranhou quando ela parou de ligar.

A mãe da vítima disse ainda que eles não eram padrinhos de Atyla. A mãe foi até a cidade procurando a filha depois de não conseguir mais contato com ela e descobriu que a jovem estava morta.

Perfis no Facebook indicam que o casal tinha ligação com rituais de magia negra. Eles faziam pactos de adoração a Lúcifer e posavam de preto com velas, às vezes dentro de cemitérios.

O delegado do caso diz que Atyla começou a partir da seita e há suspeita de que foi morta depois de se recusar a participar de um ritual. Segundo a investigação, foram encontradas conversas em que ela dizia que queria desistir disso tudo, mas que, se isso acontecesse, teria que pagar com a vida.

(Com informações do portal Correio 24 Horas)